quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

NÃO TE AMO MAIS!



        “Não te amo mais!” Talvez seja muito difícil, mas, imagine essa frase dita pela pessoa que você sempre considerava ser a pessoa que mais lhe amava neste mundo: sua mãe, seu pai, seu marido, sua esposa, seu filho, sua filha, seu melhor amigo ou outra pessoa que você sempre julgou lhe amar incondicionalmente.
Talvez você até já tenha escutado essa frase de alguém que jamais imaginava. Como você ficou? Faltou o chão? Seu mundo desabou? Suas referências de vida se foram?
Todos os dias, neste mundo com 7 bilhões de pessoas, alguém pode estar ouvindo essa frase. Em diferentes línguas, em diferentes lugares, mas com ações e reações muito semelhantes.
Sempre ouvimos falar que Deus nos ama mais que tudo nesta vida. Parece até jargão, mas não é! Deus, realmente, tem um amor incondicional e acima daquilo que a nossa razão pode conceber.
Jesus Cristo, cumprindo a vontade e todas as promessas de amor que Deus anunciou ao longo da história, deu sua vida como prova de amor, de perdão, de resgate, de reconciliação e de tudo que é possível utilizar como prova de amor, pois ele se doou completamente e fez isso por puro amor por nós pobres e miseráveis pecadores.
Se a vida nos apresenta situações difíceis, às quais nos faltam os sentidos e não conseguimos entender, sempre podemos lembrar que Deus está acima de todos os problemas e dificuldades, pois ele é Deus, soberano sobre todas as coisas e dificuldades que nos acontecem neste mundo.
Este Deus, que tanto nos ama, diz:
Não fiquem com medo, pois estou com vocês; não se apavorem, pois eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças e os ajudo; eu os protejo com a minha forte mão. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês; eu os seguro pela mão e lhes digo: ‘Não fiquem com medo, pois eu os ajudo.’ ” (Isaíais 41. 10,13)
Assim como é grande e contínuo o amor de Deus por nós, que possamos responder ao seu amor como diz o salmista:
Ó Senhor Deus, como eu te amo! Tu és a minha força. (Salmo 18.1)





terça-feira, 17 de janeiro de 2012


SEJA UMA BÊNÇÃO!

Ao analisarmos os planos para mais um ano, todos nós temos desejos de dias melhores e que os nossos sonhos se realizem. Não é mesmo?
Mas, olhando para as probabilidades dos anos passados, sabemos que nem todos os desejos, realmente, se realizarão. Isso acontece porque uma coisa depende da outra e porque nem sempre conseguimos resolver tudo por conta própria. Dependemos uns dos outros e de várias circunstâncias para que os nossos sonhos se tornem realidade.
Ruim?!? Não! Pois isso nos faz lembrar que somos humanos e até mesmo que dependemos uns dos outros para termos alegria neste mundo.
No Antigo Testamento temos uma história muito interessante sobre planos e pessoas envolvidas nos mesmos. Aconteceu com Abrão.
Ele foi chamado por Deus para ser o pai de uma grande nação e Deus deixou claro que ele seria uma bênção na vida de pessoas. Isso está em Gênesis 12.2-3, onde diz: “Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o abençoarei, o seu nome será famoso, e você será uma bênção para os outros. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo.”
A Palavra do Senhor Deus não era somente para Abrão, mas se estendia às pessoas a sua volta e para as gerações seguintes, inclusive nós.
Depois de ouvir a Palavra de Deus, Abrão foi morar na terra de Canaã, que seria a terra dos seus descendentes. Mas, aconteceu ali algo não esperado: seca e fome.
Diante disso, Abrão resolveu morar no Egito. E veja só o que aconteceu:
“Quando ia chegando ao Egito, Abrão disse a Sarai, a sua mulher:
– Escute! Você é uma mulher muito bonita, e, quando os egípcios a virem, vão dizer: “Essa aí é a mulher dele.” Por isso me matarão e deixarão que você viva. Diga, então, que você é minha irmã. Assim, por sua causa, eles me deixarão viver e me tratarão bem.
Quando Abrão chegou ao Egito, os egípcios viram que Sarai, a sua mulher, era, de fato, muito bonita. Alguns altos funcionários do rei do Egito também a viram e contaram a ele como era linda aquela mulher. Por isso ela foi levada para o palácio do rei.
Por causa dela o rei tratou bem Abrão e lhe deu ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas, jumentas e camelos. Mas, por causa de Sarai, o Senhor Deus castigou o rei e a sua família com doenças horríveis. Por isso o rei mandou chamar Abrão e perguntou:
– Por que você me fez uma coisa dessas? Por que não me disse que ela é a sua mulher? Você disse que ela era sua irmã, e por isso eu casei com ela. Portanto, aqui está a sua mulher; saia daqui com ela!
Então o rei deu ordem, e os seus guardas levaram Abrão para fora do Egito, junto com a sua mulher e com todas as coisas que eram dele.”
Abrão, que deveria ser bênção para as pessoas à sua volta, tem algumas semelhanças com a nossa vida: temos medos, prejudicamos a nós mesmos, prejudicamos nossa família e também as pessoas que nos cercam. Queremos nos “dar bem”, mas, nem sempre as coisas funcionam como esperado.
Por isso, precisamos seguir mais a voz de Deus em nossa vida. Abrão resolveu fazer as coisas do seu jeito. Felizmente, o próprio rei do Egito, que poderia ter mandado matar Abrão, mandou-o embora e lhe deu uma bela lição de vida.
Deus continuou a abençoar Abrão e lhe deu o direito de ser chamado “amigo de Deus”, conforme Tiago 2.23. Além disso, a maior bênção que aconteceu por meio da descendência de Abrão foi a vinda do Messias, Jesus Cristo.
Sejamos nós bênçãos de Deus na vida e presença dos outros. Que em nossos planos esteja, especialmente, a vontade e a direção de Deus e que saibamos confiar cada vez mais nossa vida e planos nas mãos deste Deus tão sábio e amoroso. Amém.

domingo, 25 de dezembro de 2011

COMEMORADO POR MUITOS...


 

Nas comemorações sempre vemos aqueles conhecidos hábitos: pessoas se abraçando, chorando, agradecendo e fazendo votos ou desejos. Há também os excessos na comida, na bebida, nos gastos, na maneira de comemorar. Além disso, sempre aparecem as roupas transadas, calçados novos, novos perfumes, enfeites e penteados que renderam horas e mais horas de preparação. Impossível esquecer os petiscos e as deliciosas sobremesas, tudo acompanhado por músicas, assovios e até fogos. Ah! Não podemos esquecer os presentes, pois se há motivos para comemorar, há, também, motivos para presentear.
As comemorações, com alguns acréscimos ou decréscimos, de tempos e tempos, acontecem. Os motivos também podem ser os mais variados: formaturas, aniversários, encontros familiares, encontros de amigos ou colegas de trabalho, aniversários, sonhos realizados, promoções e até mesmo festas de carnaval ou finais de campeonatos com o time do coração – tudo pode ser motivo para comemorar.
Agora, pare um pouco e pense nisso tudo relacionado ao nascimento de Cristo! Será que esse é o verdadeiro sentido do nascimento de Cristo, o Natal? Depois de mais um período de intensa comemoração e muita correria, que reflexão fica para sua vida?
Infelizmente, estamos vivendo dias em que os próprios cristãos transformam o Natal e até mesmo outras importantes datas da Igreja Cristã em “comemorações” vazias e sem sentido.
O comércio aproveita estes momentos para vender. Contratações e injeções do 13º ajudam a esquentar a economia do momento. E toda esta comemoração coincide com o final do ano, onde as pessoas fazem planos e mais planos, imaginando que seus problemas, dificuldades e frustrações ficarão para trás como um passe de mágica, com o pendurar do novo calendário na parede.
O que mais chama a atenção é que a Igreja Cristã, no embalo do “capitalismo selvagem” vai indo, cegamente, ao encontro do neoliberalismo, do consumismo e até mesmo da figura do Papai Noel, não propondo mudanças.
No próximo ano, tudo vai se repetir: comemorações com abraços, desejos, correrias, festas e muito cansaço... Se tudo isso ainda traz um pouco de força na fé e nos faz refletir no verdadeiro motivo do Natal, até tudo bem... mas que saibamos contar os dias e levar a verdadeira mensagem do Natal a este mundo: Jesus Cristo – comemorado por muitos, verdadeiro Deus de tão poucos.

Pr. Renato Luiz Hannisch


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

REZANDO POR CHRISTOPHER


Se me fosse permitido rezar por alguém após sua morte, certamente o faria em favor do ateu, escritor e jornalista Christopher Hitchens, autor do livro "Deus não é grande", dentre outros.
Por questões teológicas e fielmente convencido de que é impossível mudar a sorte de alguém depois de sua curta passagem neste mundo, não vou fazê-lo.
Deixo esta tarefa para a Ordem dos Missionários da Caridade da Índia, contra cuja fundadora, Madre Teresa (Prêmio Nobel da Paz), lançou alguns de seus dardos inflamados.
Pena que ele deixou este mundo como mais um ateu "conhecedor" da Verdade (faleceu em 16/12/2011).