segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Cumprindo a promessa

No último post, quinta-feira, havia prometido colocar aqui a mensagem do culto dos 35 anos da Ulbra e dos 15 anos em Palmas. Mas no dia seguinte, viajei para Caldas Novas, onde participei de um abençoado Encontro Regional da ANEL (Associação Nacional das Escolas Luteranas).
Não deu tempo de colocar a mensagem antes de viajar, mas agora, de volta, vou cumprir o prometido.
Aliás, o culto foi muito especial, seguido de um belo momento de homenagens, inclusive com a presença de autoridades como o prefeito de Palmas e o governador do Tocantins. Mas, sem dúvida, o mais bonito foi ver homenageados os funcionários mais antigos, especialmente aqueles que vem cumprindo funções humildes, mas muitíssimo importantes.
Veja a mensagem, que foi proferida junto com o Pastor Ilvo:

“Ebenézer – até aqui nos ajudou o Senhor.” Com essa frase o sacerdote Samuel celebrou uma das vitórias mais importantes do seu povo.

Os antigos judeus tinham o costume de erguer uma coluna de pedras nos locais que simbolizavam grandes acontecimentos ou grandes vitórias. Hoje nós temos o costume de descerrar placas, fazer homenagens, relembrar as histórias do passado.

Mas o que nos une ao povo judeu lá da época do profeta Samuel é que, ainda hoje, podemos dizer: “Ebenézer” – até aqui nos ajudou o Senhor. Essa inclusive é uma frase muito usada pelo reitor da Ulbra em suas reuniões. “Até aqui nos ajudou o Senhor” é uma forma de reconhecer que, sem Ele, nada teríamos conquistado.

Como seres humanos, temos a mania de ficar orgulhosos, e muitas vezes achamos que tudo o que construímos se deve à nossa própria força e inteligência. Mas o que seríamos se Deus não tivesse nos chamado, guiado e conduzido até onde estamos? O que seríamos se Ele não tivesse acertado tudo, apesar de nossos erros no meio do caminho?

Na Ulbra, acreditamos que a educação deve apontar não só para o que o ser humano pode fazer e conquistar. Educar, antes de tudo, é mostrar como temos um Deus que nos ama, e como podemos ser gratos a Ele e continuar confiando em todas as situações.

“Ebenézer” - Deus nos ajudou até aqui, e nos Deu muitas vitórias. Mas maior dela não pode ser medida, calculada, tabulada em números ou dados estatísticos. Trata-se da vitória que trouxe a liberdade para todo aquele que crê - a vitória de Cristo sobre o pecado, sobre o mal que há no mundo até dentro de nós.

Jesus disse, e está registrado no Evangelho de João: “-Se vocês continuarem a obedecer aos meus ensinamentos, serão, de fato, meus discípulos e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.”

“A verdade os libertará”. É esse o lema que está estampado na bandeira da Ulbra, que é cantado em seu hino e está também no seu brasão.

O lema aponta para Jesus como a verdade suprema, que liberta o ser humano de todo o medo, da culpa e da incerteza sobre o futuro. Nesse mundo, buscamos muitas verdades. Costuma-se dizer que “não há verdade absoluta e incontestável”. Mas será que essa afirmação é uma “verdade absoluta”?

De fato, quando tratamos da vida, dos valores e da cultura de cada um de nós, encontramos muitas “verdades”. Também quando fazemos ciência, isso acontece. São muitas as buscas, muitas as perguntas, muitas as possibilidades de resposta. Muitos os métodos, muitas as experiências, muitas as probabilidades. Mas quando se fala do sentido desta vida e da busca pela felicidade eterna, não dá para ficar dividido entre múltiplos caminhos.

Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Ele é a “pedra que os construtores rejeitaram, mas que se tornou a principal, pedra angular”. Uma verdade, um caminho, uma mensagem de amor, consolo e perdão. “Um refúgio, uma fortaleza, um socorro bem presente nas tribulações”. Um só Pai, um só Senhor, e um só Espírito.

Quando celebramos 35 anos de Ulbra, e 15 anos desta instituição em Palmas, queremos apontar, sempre de novo, para essa verdade: Cristo, a verdade que liberta. Aquele que nos faz dizer, com o peito estufado e com confiança no futuro: EBENÉZER: ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR. AMÉM.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Ulbra 35 X 15 Colégio e Ceulp

Não, não é o placar de nenhum jogo. Até porque todos no título acima jogam no mesmo time.
É que a Ulbra está completando 35 anos em 2007, e o Colégio Ulbra Palmas e o Centro Univesitário Luterano de Palmas estão comemorando 15 anos hoje.
Teremos um culto logo mais, às 19hs, no auditório do Ceulp/Ulbra.
Vão participar o coral universitário, as crianças e muita gente que tem sido importante na caminhada até aqui.
Aliás, o lema do culto é "Ebenézer - até aqui nos ajudou o Senhor".
Não vou escrever aqui nenhuma mensagem sobre o assunto, para não perder a graça.
Se você está em Palmas, vá até lá louvar a Deus conosco e acompanhar as belas homenagens, inclusive aos funcionários mais antigos.
Mais tarde, depois do culto, eu coloco a mensagem aqui.
Até mais...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Um dia de cada vez


Já ouvi essa frase ser dita por gente que está lutando em uma grande batalha. Muitas vezes a luta é contra um grande problema, doença ou sofrimento. Outras vezes a luta é contra si mesmo, um vício, um hábito difícil de corrigir.
Essas palavras, simples como são, realmente fazem sentido: "Um dia de cada vez".
Ainda mais se olharmos para o que já dizia o sábio Salomão: "Tudo tem seu tempo, cada coisa tem a sua ocasião" (Eclesiastes 3).
A nossa vontade é resolver "tudo ao mesmo tempo agora". É difícil aprender a paciência. Mas se olharmos para o "agora" de cada dia, cada momento, dá pra resolver realmente. Resolver qual atitude eu vou ter hoje, mesmo sem pensar se vou agüentar a barra amanhã. Resolver que hoje posso ser feliz ou experimentar ao menos um pouco de doçura, mesmo que a vida esteja sendo amarga na maioria dos meus dias.
Agindo assim, quem sabe, meio sem perceber, vamos acabar sendo vitoriosos. Afinal, temos a companhia de alguém que já venceu tudo por nós.
Ele disse:
Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo. (João 16.33)
E lembrem disto: Eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos. (Mateus 28.20)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Urubus no Ártico?


Costuma-se dizer que, quando os abutres percebem que alguém corre risco de morte, já ficam de perto esperando a refeição.
Pois bem, no caso que destaco hoje parece que o cadáver é o próprio planeta, e o que restar dele já está sendo disputado pelos urubus capitalistas de plantão.
Acontece que a região do Ártico está derretendo por causa do aquecimento global. Assim, novas rotas marítimas acabam se tornando possíveis, e a exploração do petróleo que há por lá fica mais fácil. Começou, então, uma corrida entre Rússia, Canadá, Dinamarca, Noruega e Estados Unidos para ver a quem pertence o Pólo Norte.
Que lindo! Será que alguém queria antes a terra dos ursos polares? Agora, quando eles começam a morrer sem lugar sólido para descansar, o bom ser humano aparece por lá, para reivindicar a posse da área protegida.
E não são os governantes daqueles países que não têm coração. Aposto que, se os nossos nobres líderes brazucas descobrissem alguma ligação geológica com a região, estariam prontos a querer uma fatia da carcaça também.
Que futuro nos aguarda? Um bando de potências disputando o que sobrar do planeta?
Lembrei-me de Romanos 8:
21 Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor que o mantém escravo e tomará parte na gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
22 Pois sabemos que até agora o Universo todo geme e sofre como uma mulher que está em trabalho de parto.
23 E não somente o Universo, mas nós, que temos o Espírito Santo como o primeiro presente que recebemos de Deus, nós também gememos dentro de nós mesmos enquanto esperamos que Deus faça com que sejamos seus filhos e nos liberte completamente.


Leia a notícia em questão no site da BBC Brasil.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Dividir para aumentar


“O conhecimento é igual ao amor, quando dividido e compartilhado só aumenta.” (Provérbio Africano)

Sábado é Dia do Estudante.
Hoje em dia, estudar é uma atividade cada vez mais marcada pelo individualismo e pela competição. Isso acontece por causa da luta por um lugar no mercado de trabalho, que já começa no vestibular.
Mas será que estudar devia mesmo ser assim?
O conhecimento sempre foi algo que se construiu junto, em grupo. Raras vezes é produto de uma mente solitária. É assim tanto nos estudos escolares como nas pesquisas científicas de ponta.
Que bom se a gente retomasse um pouco o costume de estudar junto. Assim, fortalecia não só o intelecto, mas também as amizades, e o amor pelos que são nossos parceiros na busca pelo saber.