REFLETE COMIGO:
No final de 2010, a fábrica da Honda no Japão anunciou que está tirando de sua linha de fabricação o Honda Civic (naquele país), devido seu alto consumo e, consequentemente, maior emissão de poluentes. Isso se deve porque no Japão os consumidores estão cada vez aderindo mais aos transportes coletivos (que são coisa de primeira...) e aos carros híbridos e compactos, pela baixa poluição emitida desde a sua fabricação.
Por outro lado, as indústrias automobilísticas que estão se instalando no Brasil, como a Hyundai, estão “fincando o pé” na produção de veículos com potência acima de 3.0. Assim, também, as revistas especializadas do setor automotivo parecem focar os potenciais clientes destes veículos, aguçando seu desejo de possuírem um carro cada vez mais potente (e mais poluente...)
Até o setor de motocicletas tem investido “alto” (se bem que o narigudo global da propaganda não é tão “alto”) neste objetivo: somem das propagandas as motos 100cc e entram motos 250cc e 300cc que terão como público alvo principal os usuários que procuram mobilidade nas metrópoles mais poluídas do país.
Em sua visita ao Brasil (19 e 20 de março), Barack Obama discursou no Teatro do Rio, mencionando a produção de combustíveis do Brasil a partir de fontes renováveis, especialmente o etanol. Elogiou nosso trabalho neste aspecto, sugerindo, inclusive, parcerias/intercâmbios para aprimoramento da tecnologia de sua produção e, consequente, benefício do mundo.
Mas, ao contrário do que se discursa/prega, o brasileiro tem optado a cada vez menos abastecer o veículo com combustíveis como o etanol por não “compensar” de maneira imediata no bolso, pois, segundo especialistas, o preço do etanol deveria ser no máximo 70% do preço do litro da gasolina, para que o critério custo-benefício possa permanecer.
Para acalorar ainda mais as discussões sobre a questão ecológica, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) teve a feliz ideia de propor como tema para 2011 “Fraternidade e a Vida no Planeta”. Ótima e oportuna sacada, pena que nem sempre as Comunidades locais entram na discussão dos temas propostos pela Conferência, ficando o assunto no “campo das ideias” e pouco resultado prático (como observado em outras campanhas da CNBB ou em campanhas de outras entidades não-governamentais).
Metas, tratados, protocolos vêm se arrastando e sendo propostos a cada Encontro Mundial para discutir a questão da poluição e aquecimento global. Mas, ninguém quer abrir mão do lucro do seu país e de seus interesses econômicos (assim como os brasileiros que optam por usar combustíveis fósseis em lugar de combustíveis “ecologicamente corretos”).
Outro assunto bem prático que podemos, ainda, mencionar é a questão do lixo doméstico e sua reutilização. O Brasil tem assinado, pelo ex-presidente, a Meta 2014. Mas, alguém já ouviu falar da mesma? Nada ou quase nada. O objetivo da Meta 2014 é proibir o depósito em aterros sanitários de qualquer tipo de resíduo que seja passível de reciclagem ou reutilização, fazendo com que prefeituras coloquem em seu planejamento anual uma determinada fatia do orçamento para educar a população a realizar a separação dos resíduos e criar meios, efetivos, para a coleta seletiva. Imaginem se funcionar...
Para “apimentar” a discussão, o tema proposto aos alunos do Colégio ULBRA Palmas na Mostra Científica de 2011 será DESENVOLVIMENO SUSTENTÁVEL, que terá quatro sub-temas: impactos ambientais, novas tecnologias, biodiversidade, produção de novas energias.
O tema está na pauta: do mundo, do país, do estado, do município, da sociedade, do colégio... Vá recilhando suas ideias e busque o conhecimento necessário para seu projeto e também para auxiliar SEU planeta. Ou vamos continuar na contramão do mesmo?!?
“Pois sabemos que até agora o Universo todo geme e sofre como uma mulher que está em trabalho de parto.” – Romanos 8.22
Deus abençoe.